Malabarismo Organizacional

Um blog destinado a futuros administadores, onde será possivel encontar muitas novidades do meio empresarial,

Archive for agosto, 2008


A mulher e o mercado de trabalho no Brasil globalizado

Por Ana Francisca Moreira de Souza Sanden *

Publicado em 09/09/2005 - 00:01

1. Participação das mulheres no mercado de trabalho 

Não há dúvida de que as mulheres representam hoje no Brasil uma parcela significativa do mercado de trabalho. Na maior metrópole do nosso país, São Paulo, segundo dados do DIEESE, a taxa de participação feminina no mercado de trabalho cresceu 8,9%, enquanto a masculina caiu 3,6%, isto no período de 1989 a 1996. 

Cabe então perguntar se o mercado de trabalho estaria crescendo na região e atraindo as mulheres com ofertas de muitos e bons empregos ou se a elevação da participação feminina estaria relacionada à deterioração da renda e à necessidade de contribuir para a sobrevivência da família. Outra pergunta que se faz é se o lugar oferecido à mulher no mercado de trabalho está sujeito às mesmas condições que aquele oferecido ao gênero masculino. 

2. A mulher e o mercado de trabalho no Brasil

Os indicadores de desemprego no período estudado na região de São Paulo dizem que o aumento do desemprego se deu em razão da menor capacidade do mercado de trabalho da Grande São Paulo para gerar postos em quantidades suficientes e no ritmo necessário para incorporar toda a população disponível para trabalhar. As mulheres apresentaram taxas de desemprego bastante superiores às registradas nas mesmas faixas etárias para os homens, exceto para os segmentos considerados não reprodutivos (menores de 15 anos ou com 40 e mais anos) em que são bastante similares às registradas para os homens das mesmas idades. Este último dado indica que há discriminação de gênero e ela está associada à gestação e à criação de filhos, responsabilidade que na nossa sociedade é quase que exclusiva das mulheres. Há ainda outros dados que indicam claramente a desigualdade da mulher no mercado de trabalho em São Paulo. Em relação às condições de trabalho, verificou-se que o padrão de ocupação das mulheres no mercado de trabalho regional é muito mais frágil que o observado para o tipo de contratação do trabalhador do sexo masculino. Quanto à função exercida em 1996, a proporção de mulheres que desempenham funções não qualificadas na execução é mais que o dobro da observada entre os homens. Quanto ao rendimento médio das mulheres no mesmo ano, correspondia a 60% do obtido pelos homens. A pesquisa constatou que as diferenças de rendimentos entre homens e mulheres existem em todos os setores da atividade econômica, inclusive por posição na ocupação e em grupos de ocupações semelhantes. 

A posição da mulher no mercado de trabalho não é muito diferente em outras regiões do Brasil. Para exemplificar, há um estudo sobre o Comércio de Santa Catarina que trata da questão da desigualdade de gênero na perspectiva da reestruturação tecnológica do comércio local e da evolução do emprego na região. A conclusão foi de que está havendo um processo de “feminização” de amplos ramos e grupos de ocupações do comércio de Santa Catarina pela incorporação de mulheres com nível de escolaridade mais alto e com maior exploração desta força de trabalho. A atuação dos sindicatos contra a discriminação da mulher no trabalho tem sido insuficiente e, ainda, as pautas de reivindicações não revelam nada de significativo nesta direção, salvo algumas cláusulas sobre a mãe comerciaria e, em poucos casos, contra a discriminação salarial. 

A questão da desigualdade do trabalho feminino deve ser vista no contexto geral do mercado de trabalho no mundo e, em particular, do mercado de trabalho no Brasil. A rigor, o debate deveria incluir o exame de outras esferas da vida social como o ambiente doméstico, político e institucional ? esferas da vida pública e privada. Afinal, o mundo do trabalho expressa e realiza o modo como uma determinada sociedade reparte a riqueza entre trabalhadores e empregadores. 

Comentário Por tatiane Noronha: Este artigo é muito importante , pois ralata o impacto da presença feminina dentro do mercado globalizado quem avançado a paços largos. A mulher hoje já não aceita viver a sombra dos homens, mas refletem luz própria, já pereceberam que pode conquistar o que quiser, mesmo com o entrave do quadro de salários mais baixos, mas isso é uma outra batalha a vencer.

A difícil arte de conviver bem

  Muitos são os desafios a serem vencidos rumo ao sucesso profissional mas um deles em especial, será perene durante toda nossa trajetória: a boa convivência com os colegas de trabalho.
     Existem pessoas que conseguem este convívio agradável com todos mas para outras é um pesadelo e uma dificuldade muito grande. Quando alguém tem as caracterísitcas inerentes aos vencedores, às pessoas bem sucedidas, normalmente desagrada muito certos colegas de trabalho  e isso é um problema pois a boa convivência é fundamental para quem quer ter sucesso.
      É possível conviver bem com qualquer pessoa. Para isto é só seguir estas dicas:


 * Não conte sua vida pessoal para todos os colegas,
 * Evite saber e fazer fofocas no trabalho,
 * Não julgue ninguém,
 * Se puder ajude, quem quer que seja,
 * Cumprimente a todos, sem distinção,
 * Dê atenção às pessoas, independente do cargo que ocupam,
 * Não repare nos outros- viva sua vida, faça seu trabalho e evite reparar nos demais.     É preciso disciplinar-se para agir assim, porém o resultado é altamente compensador, tornando o ambiente de trabalho  melhor, mais agradável e propício à produtividade.
 
 

COMENTÁRIO:    Atualmente as boas relações no ambiente de trabalho é fundamental para a permanência de um funcionário nas organizações. O texto a Difícil arte de conviver bem traz dicas muito boas a este respeito. (Tatiane Noronha)